Sofia

quarta-feira, setembro 28, 2005

Recordar

.
Segredo aos teus ouvidos
O desejo do meu eu.
Nos pensamentos perdidos
Lembro o prazer que foi meu.

Por entre deleite e dor
Gemidos se fizeram ouvir,
E lembrando aquele calor
Voltei a querê-lo sentir.

sexta-feira, setembro 23, 2005

O Dia

.
A beleza de um dia qualquer,
O segredo que não se revelou,
A surpresa de um menino,
O meu ego que se levantou.

Encantada pelo fascínio da luz
Que me beija o corpo docemente,
Aquece-me o âmago, estou feliz,
Sou eu, resplandecente.



Procura-se rapaz para relação séria.

sábado, setembro 17, 2005

A natureza

.
- Vês como o sol brilha sem pressa
a natureza se espreguiça,
e o céu se esbranquiça
com os termos calados..

- Vejo o sol se quiser e o amor se houver,
Se sair da cama e alguém me chamar.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Amor de la Cataluña

.
En Barcelona una vez
Un chico mi ha parecido con teson
- mi hay aproximado e preguntado:
“hombre, que tienes de rason?”

El mi hay dicho “eres muy linda”.
En cinco minutos un hotel nos ha recebido,
La cama habemos partido – e después?
- “conho eres una puta a hoder” – mi hay dicho!

Indignada, yo hay partido,
para mio país, que mierda!
Sin respecho, el chico mi hay perseguido,
Mi hay encontrado, soy muy lierda!

Hoy yo hay vicho el chico otra vez.
Tan bonito! Mi hijo! Corazon! Vienga à Sofia.
Te amo mucho,
Quiero casar contigo, tener muchos niños!

El mi hay desrespeitado otra vez.
Pienso ir à la Cataluña. Ti amo cabron, vienga aquí, cararro!

Anal

.
Penetras-me por trás, tenho medo
Da tua vontade a minha, a dor
Esquecida ou distraída, pelo amor.

Perdura o tempo em que perco, a pureza
Esvai-se em mim, no corpo rasgado
Feliz e desejoso de voltar a ser enrabado.

Perdi-me na ousadia,
Fiz aquilo que mais temia.

Adorei.

Puta

.
Sou uma puta de primeira linha,
(É segredo, não digas a ninguém
Que o teu degredo só me fez bem.)
É sempre bom saber quem sou.

E qual o meu lugar, submissão terrena,
Pinturas obscenas, pintas na mente
Quem mente é quem vive, sorriso
Quem sente é quem está vivo.

Sou uma puta.
Sou uma puta.

domingo, setembro 11, 2005

Insónia

.
Penso e não durmo.

Na vastidão dos meus lençóis, ainda quentes,
Sinto-me só, vazia, triste, sozinha.
Sem um consolo de um abraço,
Maldito o tempo que se avizinha.

Penso e não durmo.

Confesso ao vazio as saudades
Do enorme “chiquinho” presente,
Consolava-me as minhas leviandades
E tudo o resto me era indiferente.

Não durmo e sonho.

Humm!! Aquele mangalho maravilhoso!
Tantas as loucuras entre nós
Que culminavam com um trago delicioso!

Não durmo e estou toda molhada.


Dedicado a quem, lendo-me, se masturba.

No cono

.
Dá no cono, dá no cono,
mete o picho no meu bicho,
põe as mãos na minha corpa
teu côbro fugidio no meu chocho.

Põe plurais no teu porro, que jorrem depressa
Põe avessa essa camisa, a sorrisa que desaperta
A minha tesoa e que é boa, teus manápolos batem em mim
Estalados no meu bundo, já estou num novo mundo
Onde vejo assim-assim..

Vim-me.

sábado, setembro 10, 2005

Usada

.
Dentre estocadas, compassadas no templo
Uma mais forte fez brotar de mim o líquido
Viscoso rimava com o seu insípido
Que buscava o amor na minha saudade.

Que tamanha leviandade! perdi o querer nos braços
E as mãos, as rimas, as flores do sorriso,
tudo era porco, imundo, indiferente
O fim torna-te ausente
e eu refém dessa espera interminável

Deixaste de ser amável, Chico, mas porquê?

Na cama as conversas fazem-se elas mesmas
Emergem de corpos suados, cansados
Era tudo físico, artificial, marginal..

Não existe mais.
Foi o último adeus.


Dedicado ao Francisco.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Legitimidade

.
Abre-me o peito
E encaixa-o,
Somos puzzle, um.

Abre-me agora
E mais abaixo.
Sou fábrica de rum.

Lambe, investiga
E mete,
Mete fortemente,
De alma e querer estou ausente.
Sou toda tua, caralho!

quinta-feira, setembro 08, 2005

Desejo

.
A madrugada corre,
As loucuras como inspiração.
Faço-lhe um bico,
Levo-o ao auge da satisfação.

Vem-se em mim e sorri no olhar,
Desejo o leite no meu corpo a escorrer,
Eis a minha submissão como prazer.


O dia já apareceu.
Serei de facto uma tarada
Ou serão todos como eu?

O desejo é o improviso da alma.



Dedicado ao Pedro

quarta-feira, setembro 07, 2005

Descanso

.
Rasgado o pano do dia,
Fulmina-me o cansaço
Palpitando o coração acalma
Descanso no teu abraço.

Chico, podes penetrar agora?


Dedicado a quem dorme.

terça-feira, setembro 06, 2005

Noite Só

.
A luz desapareceu pelas entranhas,
Foge ao tempo da solidão.
Francisco porque me deixaste só?
Cedo à minha perdição.

Enfio o meu dedo na rata,
Perco-me no pudor.
Untada e sequiosa de algo,
Sinto o seu odor.

Canso-me e observo,
Nua, perdida, chorando.
Uma miscelânea de emoções.

Minha pobre mente ávida
O teu limite é o instante.
Findo é o tempo do deleite.



Dedicado a toda a comunidade Hattrick.

domingo, setembro 04, 2005

A mordaça

.
Amordaçada aos meus sentidos,
Me penetram
Gemendo louca aos seus ouvidos
Meu cuzinho me encetam

Fluindo em mim chega o tempo
Dessa esporra adormecer
Foi assim que ela secou mais o vento,
Ela tormento a doer.

Continuo amordaçada ao prazer
Obrigada, Francisco.


Sofia