Sofia

sábado, setembro 10, 2005

Usada

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Dentre estocadas, compassadas no templo
Uma mais forte fez brotar de mim o líquido
Viscoso rimava com o seu insípido
Que buscava o amor na minha saudade.

Que tamanha leviandade! perdi o querer nos braços
E as mãos, as rimas, as flores do sorriso,
tudo era porco, imundo, indiferente
O fim torna-te ausente
e eu refém dessa espera interminável

Deixaste de ser amável, Chico, mas porquê?

Na cama as conversas fazem-se elas mesmas
Emergem de corpos suados, cansados
Era tudo físico, artificial, marginal..

Não existe mais.
Foi o último adeus.


Dedicado ao Francisco.

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